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ANTI – O novo álbum da Rihanna que dá o que falar.

Foto: Divulgação Rihannanow.com.

Enfim, o tão esperado álbum ANTI comemora um mês de lançamento. O SNPOP traz um review especial, que consiste em entender e compreender os supostos contextos, conceitos de criação do álbum e essa nova fase da nossa querida Rihanna.

Para iniciarmos, vamos falar do período pré-lançamento. Em 2014, Rihanna postou em seu Twitter uma foto indicando em que ela estava em estúdio preparando seu novo álbum. Lembrando que o álbum anterior Unapologetic foi lançado em 2012. Depois, começaram a surgir cada vez mais suposições e indicações sobre como seria este novo álbum. A partir disso, a própria Rihanna tratava qualquer assunto referente ao álbum com a hashtag #R8, fazendo menção a sua oitava obra musical e dando uma margem aos fãs para denomina-lo assim, já que nada oficial tinha sido dito. E isso perpetuou por um bom tempo.

Em 24 de Janeiro de 2015, Rihanna nos deu uma deixa do que viria pela frente (até então…): FourFiveSeconds, um novo single com uma roupagem mais classuda e madura do que Rihanna vem fazendo ao longo de sua carreira. O single conta com a participação de ninguém menos que Sir Paul McCartney e Kanye West, que além de cantar, a dupla também compôs a canção. A música foi muito bem aceita pela crítica, mas não obteve tanto sucesso nas paradas musicais. E assim aconteceram com os outros singles que foram ‘lançados’ na sequência: American Oxygen e Bitch Better Have My Money. As músicas tiveram suas apresentações em alguns programas e a memorável apresentação de BBHMM no iHeartRadio Music Awards.

Não podemos negar que até aqui os clipes foram muito bem produzidos, American Oxygen tem uma mensagem de cunho social e BBHMM não tem como grudar em nossas mentes com seu refrão melódico e pegajoso. Agradou os fãs, talvez. Mas o desempenho nas paradas musicais resultou o descarte dessas músicas para a produção do álbum, fazendo Rihanna se (pre)ocupar mais com a produção e procurar novas músicas para completar seu álbum.

Mesmo sem álbum, Rihanna cumpriu a sua agenda de show, como o fechamento da edição do Rock in Rio 2015, em setembro do mesmo ano, que vale lembrar que foi o primeiro dia do festival a esgotar os ingressos em apenas 57 MINUTOS. Essa mulher tem um poder, convenhamos. Depois realizou show no Chile e outros lugares pontuais.

Uma luz no túnel da divulgação do álbum apareceu primeiro em outubro: No dia 07, em uma galeria de arte em Los Angeles, Rihanna revelou o nome e a arte da capa de seu álbum ANTI. o responsável pela criação foi o artista israelense Roy Nachum, que já tinha trabalhado na arte dos singles anteriores: FourFiveSeconds, Amerycan Oxygen e Bitch Better Have My Money. O encarte trás algo inédito: descrição em Braille. Dessa forma, Rihanna sugere que seus fãs possam sentir o fisicamente a mensagem de seu novo trabalho. Na continuação deste post, falaremos sobre o conceito ANTI.

Na onda de novidades, em novembro de 2015, Rihanna lança um hotsite codinome ANTIdiaRy, onde seria desbloqueado cada capitulo sobre o conceito do novo álbum, dividido em oito episódios. Assista todos abaixo:

Os vídeos supostamente representam a nova linguagem e abordagem em que Rihanna pretende dar a sua carreira e ao seu conteúdo audiovisual. Deixando de lado todas as medidas, julgamento, palpites de quem havia a dirigindo anteriormente, já que anteriormente, Rihanna havia deixado sua gravadora Def Jam para ser apenas gerenciada pela Roc Nation de Jay-Z. Nos vídeos entendem-se que Rihanna foi atrás de sua essência para produzir aquilo que lhe convém. E assim foi feito.

Para o desespero de alguns, no final do ano, em dezembro, Sia revelou que Rihanna havia descartado algumas músicas oferecidas à ela e que a mesma ainda estaria trabalhando em seu álbum. Oremos.

Continua…

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ANTI – O novo álbum da Rihanna que dá o que falar. Parte 02.

Dando continuidade ao entendimento de criação do novo álbum ANTI, falaremos agora do lançamento, single oficial, músicas e seu conceito.

Logo após o lançamento do último episódio do ANTIdiaRy, que falamos no post anterior, no dia 27 de Janeiro Rihanna lanço seu primeiro single de trabalho do novo álbum: Work, que mais uma vez traria Drake como featuring. O single já alcançou o top da parada de singles na Billboard.

FIRST SINGLE #WORK ft. @champagnepapi  from #ANTI out now. Stream & download here: http://smarturl.it/RihWORK

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ATÉ QUE, cercado de muita pressão, muito bafafá, no dia 27 de janeiro de 2016, o álbum vazou na internet e os fãs foram a loucura. No dia seguinte, 28, Rihanna liberou o álbum gratuito na plataforma TIDAL.

No dia seguinte, o álbum já foi certificado como disco de platina (01 milhão de cópias) nos Estados Unidos, mas não teve reconhecimento por parte da Billboard, uma vez que a Samsung, patrocinadora da divulgação do álbum e da turnê da barbariana, investiu 23 milhões de dólares nisso tudo, comprando um lote de 01 milhão de cópias do álbum, ou seja, mesmo tendo sido baixado gratuitamente pelos fãs, a conta foi paga pela empresa sul-coreana. Entendemos o porque a Billboard não o reconhece, sendo que são válidos para computação a venda física, downloads em lojas virtuais como iTunes e Amazon e streaming. Pega o seu suquinho e senta para ver no que ainda vai render sobre esse assunto.

AGORA SIM, vamos falar do conteúdo do ANTI.

#ANTi #antiR8

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Como a própria imagem sugere, ANTI é uma quebra ao que é imposto. É o sentindo contrário. É desvio padrão.  Com essa ideia, já podemos compreender que esse é o papel do álbum: ser diferente e oposto do que já foi feito.

A descrição do encarte em braille sugere essa nova linguagem e conceito proposto. Confira:

“Às vezes temo ser incompreendida
É simples porque o que eu quero dizer,
o que eu preciso dizer, não será ouvido.
Ouvida de uma forma que eu mereça,
O que eu escolho dizer tem tanta essência,
Que as pessoas não entendem a profundidade da mensagem
Então a minha voz não é minha fraqueza
É o oposto do que as pessoas tem medo
Minha voz é meu terno e armadura
Meu escudo, e tudo que sou
Eu vou confortavelmente respirar fundo, até que eu encontre o momento certo para me silenciar
Eu vivo agitadamente na minha mente, muitas horas do dia
O barulho do mundo é nada além de um alfinete se comparado com minha mente
Que lateja e estronda nas paredes do meu crânio
Eu vivo e amo tanto que desprezo a forma que estou presa nisso
Então ser incompreendida, não é um gesto de ofensa, mas de honra
Se nos deixarem…”

O álbum é composto pelas seguintes faixas:

01. Consideration (Feat. SZA)
02. James Joint
03. Kiss It Better
04. Work (Feat. Drake)
05. Desperado
06. Woo
7. Needed Me
08. Yeah, I Said It
09. Same Ol’ Mistakes
10. Never Ending
11. Love On The Brain
12. Higher
13. Close To You

Versão Deluxe:
14. Good Night Gotham
15. Pose
16. Sex With Me

Algumas conclusões sobre as faixas:

Consideration abre bem o álbum, é um convite para o que vem por aí e já mostra para o quê ele veio. Tem uma sonoridade bem hip hip e r’n’b. Já dá um certo estranhamento para quem está acostumado com a farofa, mas para os mais acostumados, não é tão distante ao quem ela já tem feito. A voz do SZA dá um contra balanço aos timbres da RiRi.

James Joint: Uma ode à maconha.

Kiss It Better: Uma música romântica, que lembra um pouco a mensagem de You Da One. Batidas bem marcantes no começo que se sobressaem.

Work: Se não fosse Rihanna, Drake e as batidas fortes que misturam vários elementos, seria uma música reggaeton do Sean Paul. Fácil. Quando o single foi lançado, ele veio com uma sonoridade e pegado muito fácil para ser tocada nas rádios. E para ser coreografada, claro. Drake faz uma junção muito bem orquestrada e harmoniosa à música. O entrosamento dos dois fica nítido, ainda mais no clipe, que foi lançado em 22 de Fevereiro de 2016. Rihanna gravou duas versões. Gostou tanto das duas que acabou lançando-as! Confere aí:

Desperado: Muito bem cantada e uma proposta diferente também.

Woo: Descartável

Needed Me: É bem produzida, talvez não tenha alto impacto, mas é bem cantada, tem um lado mais rap.

Yeah, I Said It: Um timbre mais suave da Rihanna foi trabalho e o resultado ficou bom.

Same Ol’ Mistakes: Um ar dos anos 1990. Um mid-tempo diferente no final que pode agradar ou não.

Never ending: Uma música mais voz e violão. Diria facilmente que ela poderia ser do Jason Mraz ou da Colbie Caillat. Suave e com batidas crescentes. Vai ser bonito vê-la ao vivo.

Love On The Brain: Uma intro total anos 1960, que funcionaria como trilha para qualquer momento romântico, inclusive em séries ou filmes. Especial para AQUELE DIA.  Alguns compararam com Superpower da Beyoncé. Nada demais.

Higher: Abusou dos alcances vocais. E não ficou ruim, viu.

Close To You: Fecha a versão standard. Também muito bem cantada, romântica e dessa vez voz e piano. Rihanna sempre finalizando com músicas de muito amor ao próximo, não é!?

Goodnight Gotham: Tocou na abertura do show dela Rock in Rio, olha aqui. Tem sample da Florence nessa música. Não entendi o papel dela no álbum ainda.

Poser: Descartável.

Sex With Me: Uma música de autoafirmação. Rihanna falando o quanto ela é boa de cama. Não duvido. 🙂

É isso: ANTI é um álbum sem muita farofa. Mostra sim a maturidade da Rihanna e que mesmo sendo um pouco oposto os hits chicletes, ela fez bem em lançar algo que ela acredita. QUEM NUNCA? Muitos falaram que é um álbum ideal para: momentos românticos e sexuais, enrolar uma ervinha e ficar bêbado. Em certas partes é mesmo. Ainda levará muito tempo para todos entrarem em acordo sobre qual a finalidade do álbum em si. Mas num futuro, saberemos essa real intenção. Deixa os PRÉconceitos de lado e a farofa também e liberte-se a essa nova fase.

Aproveita que o álbum já está no Spotify e dá o play!

Clipes novos: Little Mix, Nick Carter e Queen Bey

Mais uma atualização de clipes que foram lançados na ultima semana. Teve Little Mix com a ajuda de Jason Derulo em “Secret Love Song”, Nick Carter de volta ao ano mais legal da década de 90 em “19 in 99” e Beyonce nos lembrando who run the world em “Formation”.

 

Little Mix feat. Jason Derulo –  “Secret Love Song”

As meninas do Little Mix lançaram o clipe para a baladinha “Secret Love Song” com participação do Jason Derulo, que é o equivalente do nosso Naldo para os americanos. O clipe tem belas imagens de Londres e cada um está em um ponto diferente da cidade. A música é bonitinha, as meninas estão lindas e eu particularmente adoraria ouvir uma versão da música só na voz da Jade.

 

Nick Carter – “19 in 99”

Nick Carter também é nostálgico como nós e mostra como a vida era boa quando ele tinha 19 anos em 1999. A verdade é que ele com certeza ainda acha que tem 19 anos em 2016, mas tudo bem. O clipe tem diversas referências aos anos 90, como Nirvana e a era Millenium dos Backstreet, inclusive tem a participação do AJ como entregador de pizza. É um pouquinho vergonha alheia, mas é divertido.

 

Beyoncé – “Formation”

Aí você ta de boa curtindo tranquilamente o seu feriado prolongado de carnaval quando a louca da Beyoncé resolve, assim do nada, lançar clipe e single novo. Deem o play em “Formation” pra ver Bey sendo Queen mais uma vez e fazendo referência às polêmicas nos EUA, com os recentes casos de racismo e violência policial contra jovens negros.

 

O que esperar de Queen Of The South

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O canal americano USA divulgou o primeiro promo da sua nova série de 13 episódios, Queen Of The South, estrelada por Alice Braga. Na sinopse, Alice interpreta Teresa, esposa de um traficante de drogas mexicano que se vê numa emboscada após o assassinato de seu marido. Tentando salvar sua vida, ela viaja ao México (ou melhor, foge), até se fixar na Espanha e virar a rainha do tráfico e amante do assassino de seu marido.

 

Parece novelão, né? Isso é porque é um novelão e dos bons. Queen Of the South é a versão americana da novela mexicana La Reina Del Sur, estrelada pela atriz Kate del Castillo, que foi ao ar em 2011. La Reina é bem diferente dos dramalhões mexicanos aos quais estamos acostumados, por ser uma novela ágil e tensa. Focada quase que exclusivamente na personagem Teresa, a novela mostra toda a sua trajetória até se tornar a Rainha do Sul e o legal é que Teresa não é uma personagem santa ou coitadinha. Ela não se deixa abater pelas dificuldades e perigos (afinal de contas, a todo momento tem alguém querendo matá-la) e faz o que for preciso para sobreviver. A produção tem seus clichês de novela mexicana, com a personagem principal sendo presa, referências à religião, cenas de dor e sofrimento, personagens caricatos, mas nem por isso deixa de ser uma grata surpresa ao gênero.

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A versão mexicana é na verdade uma adaptação do livro “A Rainha do Sul” de Arturo Pérez-Reverte. A novela está disponível por streaming na Netflix e também é exibida na tv a cabo pelo canal Globosat+. A versão hollywoodiana tem estreia prevista entre abril e junho de 2016.

 

 

Clipes novos: Claudia Milk, Zayn e Coldplay

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Essa semana três clipes novos balançaram o agitaram o mundo pop, que estava um pouco carente de novidades. Claudinha “Bagunceira” Milk chegou hablando linguas com “Corazón”, O ex One Direction, ZAYN está todo psicodélico em “PILLOWTALK” e o Coldplay busco inspiração em Bollywood para “Hymn For The Weeekend”.

 

Claudia Leitte feat. Daddy Yankee – Corazón

Claudinha Milk continua apostando na sua carreira musical e agora decidiu sensualizar ao som de Corazón com o rapper porto riquenho Daddy Yankee (aquele do clássico “Gasolina” de 2004). O clipe lembra bastante “I’m Into You” da JLo, com direito a Milk semi nua. Eu só queria entender porque cantoras brasileiras sempre fazem feat. com rappers falidos. Se não é o Daddy Yankee, é o Ja Rule ou o Fat Joe.

 

ZAYN – PILLOWTALK

Quando o Zayn Malik saiu do 1D no ano passado, a desculpa foi de que ele queria viver como um jovem normal de 22 anos. Obviamente sabíamos que isso era só ladainha e que ele queria mesmo era não ter mais que dividir o cachê com mais 4. Depois de muita especulação, ele lançou PILLOWTALK (sim, em letras maiúsculas) que não tem nada de novo, mas que é definitivamente diferente do som que ele fazia na boy band, afinal de contas, todos querem ser Justin Timberlake e Robbie Williams, não é? Aqui vemos A The Weekndização na produção da música e Neymarização no look do Zayn.

 

Coldplay feat. Beyoncé – Hymn For The Weekend

Fechando a trinca, tem Coldplay com “Hymn For The Weekend”, segundo single do álbum A Head Full Of Dreams. O clipe é visualmente muito bonito, com várias imagens da Índia e uma vibe Holi One – Festival das Cores. O pessoal lá fora tá falando que a Beyoncé se apropriou da cultura indiana, o que pra eles seria errado, mas é visível que o o vídeo nada mais é que uma homenagem a Índia e suas cores. Ficou bem bonito e a Bey está linda.